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25 de abril de 2010

A todos aqueles que o proporcionaram...

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Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo.

(Sophia de Mello Breyner, "25 de Abril"
in "Antologia", 1975)



(Imagem daqui)

21 de abril de 2010

Para aliviar a pressão...

 Under Pressure... ou Supra Precious?
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E ainda esta outra versão, quase igualmente soberba, com o magnífico acompanhamento de Gail Ann Dorsey.

9 de abril de 2010

"Aqui jaz um valente soldado Português" *

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Que verdade?! que pesadelo?! que sonho hediondo é este?!

(Jaime Cortesão in "Memórias da Grande Guerra (1916-1919)",1919)







(Sousa Lopes, pormenor  de"Marcha para a primeira linha (frente)")

Jaime Cortesão (médico, historiador, político e escritor) e Sousa Lopes (pintor) testemunharam, na primeira pessoa, a participação de Portugal na I Guerra Mundial. No dia em que se assinala a "Batalha de La Lys", aqui fica a homenagem a todos os portugueses que por lá passaram, consubstanciada no talento de dois deles.
*Inscrição, em língua alemã, sobre a cruz de uma campa de um soldado anónimo Português

2 de abril de 2010

Dia Internacional do Livro Infantil...

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... No Aniversário de Hans Christian Andersen. Uma justa inspiração.
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17 de março de 2010

O Deus da Dança

Rudolf Nureyev
(17/03/1938 - 6/01/1993)
Carl Sandburg terá dito: "A poesia é um eco convidando uma sombra para dançar".
Nureyev foi poesia feita dança.

(Imagem de Richard Avedon, Rudolf Nureyev, dance, "en pointe", 1967)

26 de fevereiro de 2010

Venerável desobediência

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- "Bem sabe como aqueles campos funcionam, entra‑se e já não se sai." (...) Sentiu‑se encurralado. (...) O caminho era claro, só tinha duas opções e nenhuma lhe agradava. Obedecia às ordens e deixava aquele homem ser internado (no campo de concentração), com todas as consequências que daí adviessem, ou passava‑lhe os vistos e as suas hipóteses de salvamento aumentavam exponencialmente, mas Aristides sujeitar‑se‑ia a um processo disciplinar.
(In "O Cônsul Desobediente", Sónia Louro, 2009).

E sujeitou. Não só a um processo disciplinar, mas a terminar os seus dias à míngua, proibido de trabalhar, não só no governo, mas também na prática da advocacia, sua profissão. À doença sobreveio a morte solitária. Comprometeu a sua vida e em troca salvou outras 30.000. Trinta mil vidas salvas pela generosidade e abnegação de um homem só. E agora, por favor, alguém me explica porque não se fala de Aristides de Sousa Mendes? Nas escolas, na toponímia das ruas, nos rostos das esculturas, na televisão... Porquê?

14 de fevereiro de 2010

A força de... Luísa Ducla Soares

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Juntei várias letras -
escrevi um letreiro.

Acendi as brasas -
que grande braseiro!

Soltei quatro berros -
armei um berreiro.

Juntando formigas
fiz um formigueiro.

Será que com carnes
se faz um carneiro?


(Luísa Ducla Soares, A força das Palavras, in "Poemas da Mentira e da Verdade", 1983)

Parabéns à autora pela publicação do seu centésimo livro.
Uma obra literária dedicada à infância, mas nem por isso uma literatura menor.

2 de fevereiro de 2010

Tributo ao meu bisavô (1909-2010)

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Longe vão os dias de 1909 que te viram nascer e crescer. Para mim sempre foste “velhinho”. Não porque o aparentasses, mas porque a data do teu BI mo sugeria. Nunca te ouvi lamentar a idade, nem as dificuldades, nem o passado. Sempre te vi de olhos postos no futuro, mesmo quando a contabilidade dos anos se aproximava da centena. Às adversidades que te derrubaram respondeste reerguendo-te. Ao desafio dos anos devolveste a indiferença de uma condição física e mental exemplar. Nunca desprezaste os jovens ou a juventude. Nunca desdenhaste do mundo e, pelo contrário, elogiavas-lhe os avanços e os dramáticos ganhos a que pudeste assistir e de que pudeste usufruir. Tu, que bem conhecias o sabor amargo da privação, não o esqueceste em prol de lamúrias e de fatalismos tão frequentemente atribuídos aos dias de hoje. Reconhecias que o mundo não é perfeito, mas que é bem melhor do que o conheceste. E, por fim, quando a doença sobreveio e percebeste que não a podias vencer, combateste-a como a todas as adversidades da tua vida: com serenidade, com determinação e até ao fim. Desta vez não venceste, querido “bisa”. Partiste. Mas fizeste-o com a mesma dignidade com que sempre viveste. Agradeço-te, por isso, o exemplo e a inspiração.