Que é como quem diz: de mansinho... pé ante pé.
Assim se faz este regresso. Hesitante ainda, mas esperançado na jornada.
(Imagem: Jacqueline ensinando Picasso, 1957, por David Douglas Duncan)
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"Trouxe as palavras e colocou-as sobre a mesa" (Mª do Rosário Pedreira)
19 de agosto de 2011
1 de julho de 2011
Interlúdio
Interlúdio, pausa, parêntesis, intervalo, interrupção... foi o que o ritmo dos dias impôs a este espaço.
Aproveitamos uma fugaz oportunidade para assegurar a tod@s que os lembramos na ausência.
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Parêntesis Vários
16 de junho de 2011
Paraíso de um poeta maior
[David Mourão-Ferreira (24/02/1927 - 16/6/1996),
Paraíso In "Infinito Pessoal", 1959-1962]
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Deixa ficar comigo a madrugada,
para que a luz do Sol me não constranja.Numa taça de sombra estilhaçada,
deita sumo de lua e de laranja.
Arranja uma pianola, um disco, um posto,
onde eu ouça o estertor de uma gaivota...
Crepite, em derredor, o mar de Agosto...E o outro cheiro, o teu, à minha volta!
Depois, podes partir. Só te aconselho
à cabeceira a luz do teu joelho,
entre os lençóis o lume do teu peito...
Podes partir. De nada mais preciso
para a minha ilusão do Paraíso.
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Bibliofilia poética,
Parêntesis cronológico
12 de junho de 2011
Em vésperas de Santo António
Aqui ficam composições de homenagem à cidade que se veste de festa
É varina, usa chinela,
tem movimentos de gata;
na canastra, a caravela,
no coração, a fragata.
.
Em vez de corvos no xaile,
gaivotas vêm pousar.
Quando o vento a leva ao baile,
baila no baile com o mar.
.
É de conchas o vestido,
tem algas na cabeleira,
e nas veias o latido
do motor duma traineira.
.
Vende sonho e maresia,
tempestades apregoa.
Seu nome próprio: Maria.
Seu apelido: Lisboa.
(Maria Lisboa por David Mourão-Ferreira e Alain Oulman.
Tema originalmente interpretado por Amália Rodrigues e aqui na voz de Mariza)
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(Pintura de J. B. Durão, Lisboa, Sé Catedral, 2009)
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É varina, usa chinela,
tem movimentos de gata;
na canastra, a caravela,
no coração, a fragata.
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Em vez de corvos no xaile,
gaivotas vêm pousar.
Quando o vento a leva ao baile,
baila no baile com o mar.
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É de conchas o vestido,
tem algas na cabeleira,
e nas veias o latido
do motor duma traineira.
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Vende sonho e maresia,
tempestades apregoa.
Seu nome próprio: Maria.
Seu apelido: Lisboa.
(Maria Lisboa por David Mourão-Ferreira e Alain Oulman.
Tema originalmente interpretado por Amália Rodrigues e aqui na voz de Mariza)
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(Pintura de J. B. Durão, Lisboa, Sé Catedral, 2009)
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Parêntesis cronológico,
Parêntesis Vários
6 de junho de 2011
Das eleições
Quem te sagrou criou-te português,
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!
(Fernando Pessoa, 'O Infante' in Mensagem, Ed. Centro Atlântico, 2010)
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Parêntesis Vários
1 de junho de 2011
Da Criança
Os que te amam sejam como o sol
no cimo do seu esplendor*
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*José Tolentino Mendonça 'do Canto de Débora' In 'A Estrada Branca', 2005, Assírio & Alvim)
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Parêntesis Vários
30 de maio de 2011
Porque há músicas assim
Para começar a semana com (bom) ritmo!
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(...)
Everybody's got the fever, that is something you all know
Fever isn't such a new thing, fever started long ago.
Romeo loved Juliet, Juliet she felt the same
When he put his arms around her, he said "Julie baby you're my flame"
Thou giveth fever, when we kisseth, fever with thy flaming youth
Fever - I'm afire, fever yea I burn forsooth.
(...)
What a lovely way to burn
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[Fever na voz de Peggy Lee (1958).
Tema de Eddie Cooley e John Davenport,
originalmente interpretado por Little Willie John em 1956]
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[Fever na voz de Peggy Lee (1958).
Tema de Eddie Cooley e John Davenport,
originalmente interpretado por Little Willie John em 1956]
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