12 de junho de 2010

Contra o trabalho infantil

Que este Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil se multiplique pelos restantes 364
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11 de junho de 2010

"Bebe-se o alento num copo sem fundo..."

Mais uma obra de arte de um letrista, músico, poeta... insuperável
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A principio é simples, anda-se sozinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se bem no silêncio e no burburinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida...
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
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Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado, que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
(...)
E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que se leva a peito
bebe-se, come-se e alguém nos diz: bom proveito
(...)
Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanso, por curto que seja
apagam-se dúvidas num mar de cerveja
(...)
Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar, sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
(...)
E entretanto o tempo fez cinza da brasa
e outra maré cheia virá da maré vazia
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida...

9 de junho de 2010

Amo de ti...

Pintura de Jerrika C. Shi (Filipinas) aos 10 anos de idade (2007)

"Amo de ti" é uma frase da autoria de Dinis Catambas, brilhantemente produzida do alto dos seus 2 (dois) anos de idade. "Amo de ti" é também o título do último volume do "Cancioneiro Infanto-Juvenil para a Língua Portuguesa". Uma louvável iniciativa do Instituto Piaget, nascida em 1989 e com duração prevista de 30 anos. Tudo o mais encontra-se aqui.

8 de junho de 2010

Lovely and Loyal Award: em resposta e com gratidão


Aqui fica a resposta ao desafio reencaminhado pela Ana e pela Sara. Agradeço a ambas e retribuo o apreço.

1. Porque que é que criou um blogue e, quando o criou, tinha expectativas de que fosse popular?
A criação do blogue foi duplamente motivada: por um lado, fui desafiada a fazê-lo e, por outro, pela expectativa de enriquecimento pessoal por via da partilha e de novas descobertas. A popularidade não é um objectivo, nem um atributo que aqui se aplique.

2. Em que data exacta iniciou o blogue?
Em 23 de Novembro de 2009, depois de ler a inspirada formulação de J. L. Borges sobre o conceito de "Paraíso".

3. Nomeie 5 seguidores leais.
Prefiro enumerar dois dos blogues que sigo com "lealdade", na esperança de que algum deles aceite o desafio de responder a estas questões, ou me desculpe a ousadia e livremente o decline. São eles: Loopings e Obviario.

7 de junho de 2010

"Un chemin qui chemine..."

Enquanto procurava a versão de Stacey Kent, encontrei a de Moustaki "gaiteiramente" ilustrada. A música, essa, dispensa apresentações. É tão universal que, ainda que interpretada em diversas línguas, parece-me que prescinde de qualquer espécie de léxico. No início de mais uma semana, aqui ficam para bem dispor!

Georges Moustaki
Stacey Kent

4 de junho de 2010

"O que é nacional é bom..."

Hoje, na imprensa, duas notícias de que nos podemos orgulhar:.
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Na edição deste mês, a prestigiada National Geographic dedica 8 páginas à UTAD, destacando, entre outros aspectos, o jardim botânico que conta com mais de 1000 espécies.
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Por seu turno, Miguel Pina, presidente da ainda infante portuguesa "science4you", empresa que conta apenas com dois anos de existência, foi distinguido pela Comissão Europeia como o "Empreendedor do Ano 2010", pelo trabalho notável e original na produção de brinquedos científicos.
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Porque o "fado" não tem de ser negro, aqui ficam o relevo e a satisfação pelo que de bom se faz por estas bandas.
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(Imagens daquidaqui)

2 de junho de 2010

Alimentemo-nos de(stas) palavras

Trouxe as palavras e colocou-as sobre a mesa.
Trouxe-as dentro das mãos fechadas (…)
Pousou-as na mesa e começou a abri-las devagar,
tão devagar como passa o tempo quando o tempo não passa.
E depois distribui-as pelos outros,
multiplicou-se em dedos, em palavras (alguém disse
que chegariam a todos, ultrapassariam os séculos e
teriam a duração do tempo quando o tempo perdura).(…)
Quando se ergueu, havia ainda palavras sobre a mesa,
coisas por dizer no resto do pão que alguém deixara (…)


(Maria do Rosário Pedreira, A última Ceia, in “A casa e o cheiro dos livros”, 1996)