16 de maio de 2011

Para descomprimir... 'Rave on'



(M. Ward*, Rave On, In Álbum 'Hold Time', 2009)

Música original de Sonny West, 1958

*Amanhã na Aula Magna e Quarta-feira no Teatro Sá da Bandeira
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10 de maio de 2011

O sopro da vida

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Elvira Gaspar é investigadora da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e lidera a equipa responsável pela concepção original do AirMarkers. Trata-se de um inovador sistema de detecção do cancro do pulmão a partir do simples sopro num kit semelhante a um saco de plástico. O sistema permitirá aumentar os diagnósticos precoces e, desejavelmente, a sobrevivência dos pacientes. Aqui fica mais um excelente exemplo de que "o que é nacional é bom", e recomenda-se.

(Mais informação podem encontrar-se aqui)

5 de maio de 2011

Infindável

Ando às voltas com a palavra infindável. Tenho entre mãos um trabalho infindável, que continuamente me exaspera, me interpela, me inquieta, me desafia… É uma espécie de teste de resistência. Um trabalho caprichoso, frustrante, lento, muuuuuuuuuuuuuito lento… Dedico-lhe horas, dias e muito tempo mais (se somado todo o tempo que já lhe dediquei). Quando o terminar, ao contrário do que é politicamente correcto neste tipo de trabalhos, não vou dedicá-lo aos pais, aos amigos, aos colegas… Vou, isso sim, dedicá-lo à minha própria paciência.
(Fishing luck patience, por Martin Guhl, 2009)

3 de maio de 2011

Revolução a nu



Sila Sahin, 25 anos, modelo Turca e a primeira mulher muçulmana a posar nua para a Playboy. A atitude custou-lhe as relações familiares e granjeou-lhe duras críticas da comunidade muçulmana. Contudo, Sila Sahin não cede ao arrependimento e, pelo contrário, desafia as mulheres muçulmanas à auto-determinação.
No século XXI, a simbologia e a necessidade de queimar soutiãs* ainda não parecem ter fim à vista.

*episódio simbolicamente protagonizado nos anos 60 por activistas Norte-Americanas do Women’s Liberation Movement.

25 de abril de 2011

As Portas que Abril Abriu

(...)
Ora passou-se porém
que dentro de um povo escravo
alguém que lhe queria bem
um dia plantou um cravo.
(...)
Foi então que Abril abriu
as portas da claridade
e a nossa gente invadiu
a sua própria cidade.

Disse a primeira palavra
na madrugada serena
um poeta que cantava
o povo é quem mais ordena.
(...)
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
um menino que sorriu
uma porta que se abrisse
um fruto que se expandiu
um pão que se repartisse
um capitão que seguiu
o que a história lhe predisse

e entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo que levantava
sobre um rio de pobreza
a bandeira em que ondulava
a sua própria grandeza!
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
e só nos faltava agora
que este Abril não se cumprisse.

(José Carlos Ary dos Santos, As Portas que Abril Abriu, 1975)
Imagem: Cartaz de Maria Helena Vieira da Silva
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21 de abril de 2011

Mãos à Obra! (1)

Começo por citar um provérbio Africano, generosamente partilhado pela A.A. no rodapé dos seus emails. Reza assim: 'Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, a fazer pequenas coisas, pode mudar o mundo'. É pois chegada a hora de reunir os pequenos esforços individuais num todo colectivo, que contribua para combater e superar as dificuldades presentes e as que ainda se avizinham. Ficarão por aqui algumas ideias e todas as vossas serão igualmente bem-vindas.

Para começar, uma ideia simples, óbvia, mas longe de concretizada na medida justa: compremos produtos made in Portugal. É sabido que este simples gesto, somado a muitos outros idênticos, é condição fundamental para uma mais saudável economia, promove o emprego e diminui as importações. Mais do que sabê-lo, importa praticá-lo. Há tempos enviaram-me um email, provavelmente bem conhecido, que ilustra o oposto deste espírito. Pode parecer exagerado, mas não andará muito distante da realidade. Aqui fica também, com um agradecimento ao P. Silva pela partilha.

Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China). Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapure) e um relógio de bolso (Made in Swiss). Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas. Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in Índia), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro (Made in Sweden) e continuou à procura de emprego. Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o António decidiu relaxar por uns instantes. Calçou as suas sandálias (Made in Brasil), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de whisky (produced in Scotland), ligou a TV (Made in Indonésia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em Portugal...
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19 de abril de 2011

Contagem decrescente

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Numa altura em que a desgraça domina os ‘tablóides’, em que impera o alarmismo e se alvitra  repetidamente sobre a inevitabilidade de fatalidades futuras, domina-me a ideia de contagem decrescente (outros chamar-lhe-iam 'optimismo delirante', calculo...). Acredito que já a iniciámos. Contagem decrescente em direcção à superação que há-de vir. Não importa se partimos de cinco milhões, novecentos e noventa e nove mil, seiscentos e setenta e dois. O importante é que se lhe seguem cinco milhões, novecentos e noventa e nove mil, seiscentos e setenta e um.

(Imagem daqui)

Ressalva: Este post é dedicado à via, que positivamente me invectivou a atender ao blogue.
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