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Para ler a velha arte, basta conhecer o alfabeto.
Para ler a nova arte devemos apreender o livro como uma estrutura,
identificar os seus elementos e compreender a sua função.
(Ulises Carrión, in "A Nova Arte de Fazer Livros", 1975)
Ao impulsionar a ideia de "livro de artista", Ulises Carrión destacou a condição singular de cada livro. Elevou-o à categoria de identidade, com
anima e vida própria. Uma forma de expressão plástica que transcende o conteúdo. Ontem Serralves inaugurou, na sua biblioteca, uma Mostra do trabalho deste autor. Tenho para mim que não a perderei. Para os interessados, permanecerá por lá até o início de Maio. Aqui fica a dica.